domingo, 16 de janeiro de 2011

É estranho olhar para trás. Nem sempre o passado se mostra tão bem.

Incertezas

Imagine uma noite, imagine o conforto de uma cama e imagine alguém ao seu lado. Deitadas, pensamento longe, perto, nulo. TV ligada iluminando o que ali se encontra. Coração acelerado, dúvida, medo, coragem. Enquanto uma mão toca a outra os olhares se perdem, se cruzam. Quanto nervosismo, a mão suada, o calor, o cheiro... é tudo tão característico. Diante do silêncio eloquente desta noite o telefone toca e diante de meus olhos a esperança se vai, a angústia fica, a palavra não sai. É hora de ir. Sentada à espera de que algo ainda possa acontecer, eis que surge, o beijo, molhado, demorado, mesmo que rápido. E enquanto os pés tocam o solo áspero das ruas, a noite se vai... e ela se vai, levando consigo a incerteza do sentimento que fica.