Procuro um tema, uma palavra, alguém, algo. Não vejo nada que não quero enchergar, talvez seja esse o meu ponto forte. Eu fecho meus olhos e sinto a sua presença, pois distante. As vezes choro, confesso, mas não há nada melhor que senti-la, já que não está aqui, embora em pensamento. Há horas que bate uma vontade tremenda de gritar para que você me escute, mas a distância silencia a minha voz, e não resta algo a ser feito, senão esperar. Então eu espero, penso, planejo, espero, espero... eis que chega o dia, e a saudade aumenta, e a vontade aumenta, e o desejo aumenta, e o nervosismo, a anciedade também aumentam, e então eu lembro, que o que nos separa agora é o tempo, ele que tanto pára, ele que é a minha angústia, esse tempo, frustante.
E você chega, ou eu chego, e eu te beijo, ou você me beija, e eu te abraço, ou você me abraça, e nós nos olhamos, demasiadamente contentes. Você pensa e eu penso em como é bom estar alí, tão perto.
Mau percebemos e o tempo, aquele à que tanto pedi preça, chegou e passou, e nós que somos prisioneiras dele, temos que dizer 'até logo', como da última vez, como sempre, apesar de nossas vontades serem contrárias aos deveres que temos. Vejo-te relutar mas não há nada a ser feito, e então, -"tchau meu amor"- é o que ouço sempre, pela última vez.